Confira nosso bate papo com André Mattos, baterista do Trazendo a Arca

Apesar de ser considerado um dos melhores bateristas do Brasil, André Mattos, integrante do Trazendo a Arca, acredita que o músico da Igreja deve ter mais do que boas técnicas ou influências musicais. Segundo ele, quem deseja usar seu talento musical para a obra de Deus precisa ser mais profeta do que simplesmente um integrante da equipe de louvor. Veja a entrevista na íntegra e seja desafiado a viver o seu chamado na dependência de Deus.



Como foi sua conversão e como começou sua história com a música?



Eu não nasci num lar evangélico e aos 12 anos comecei na música tocando bateria. Recebi muitas influências do meu pai que era compositor, na minha casa tinha sempre música. Eu buscava ser famoso, enriquecer, como grande parte dos músicos. Foram anos de sofrimento, mas Deus permitiu que algumas coisas não fossem pra frente e assim passei por muitas humilhações, tive envolvimento com drogas e bebidas...



No final dos anos 90 fui chamado pra ser sócio de uma banda de pagode e nesse período tive que abandonar minha família e muitas coisas aconteceram. Deus permitiu que tivesse um encontro com Ele em 2001, foi quando desisti de seguir essa vida de músico secular. A partir da minha conversão não queria ser mais músico, mas acabaram descobrindo por acaso que tocava bateria e então me chamaram para integrar a equipe de louvor. Comecei a ministrar nos cultos e bem depois surgiu o grupo Toque no Altar.



Como nasceu a idéia do Workshop?



Não foi eu que planejei isso. Fui empurrado pra fazer os workshops devido a visibilidade que tive com o ministério. Começaram a surgir convites e patrocínios também vieram e foi então que decidi que era a hora de começar a realizar os workshops. Isso começou a acontecer nos últimos cinco anos.



Apesar de ser um workshop, sabemos que você aborda não somente a parte técnica, mas principalmente o lado espiritual de um músico. Como você faz isso? 



O workshop não é nesse formato onde só falamos de música ou técnica musical, eu apenas uso esse nome para atrair as pessoas. Nesse espaço eu aproveito e prego a Palavra e apresento as canções, mas o meu foco é apresentar o Evangelho. As pessoas me vêem como uma referência na música, mas é preciso ser mais que um músico, é preciso pregar o evangelho através dos recursos que eu tenho. Eu sempre falo do meu testemunho e também compartilho minhas experiências. Acabo fazendo um discipulado com essa galera da música, que em grande parte ainda pensa que Deus os chamou apenas para tocar um instrumento ou cantar. É preciso ministrar na vida das pessoas através daquilo que Deus ministra no seu coração e é isso que faço.



Quais são os resultados que você tem visto nesse tempo em que ministra o workshop?



Alguns saem do worskhop frustrados por eu dar mais atenção a parte espiritual,mas há outros que depois nos testemunham falando o quanto o seu relacionamento com Deus tem crescido. Muitos pastores hoje infelizmente são “reféns” de suas equipes de louvor e acabam não disciplinando seus músicos com medo deles saírem da congregação e com isso o culto ficar “chato” por não ter música. Eu sempre digo a eles sem medo que coloquem esses músicos no “banco” e deixa a igreja cantar no play-back (risos). Já ouvi histórias de músicos que depois que estiveram em algum workshop passaram a ser mais compromissados e obedientes aos seus líderes.



As vezes sou questionado sobre o músico ser da igreja e tocar no secular, sempre sou contra porque creio que se Deus não consegue sustentar seu ministério, não será a música que irá fazer isso. Sempre deixo claro que é preciso ter estrutura espiritual porque satanás não brinca, é preciso ter a cobertura de um pastor, uma vida de consagração. Infelizmente há um espírito de competição muito grande entre os músicos.



Como você vê hoje a música na Igreja? 



Eu sempre falo que o músico precisa entender que o Espírito Santo é sensível. Queremos colocar Deus numa “caixinha”, fazemos nosso repertório e queremos que Deus faça naquelas músicas. Os ministérios hoje em dia estão procurando uma fórmula em outros grupos que estão fazendo sucesso e se esquecem de que Deus é que dá a direção. É preciso ler o ambiente onde a música é colocada e assim cooperar com aquilo que Deus quer fazer no culto. É preciso ter intimidade com Deus e isso se busca tendo relacionamento.



Infelizmente, algo muito comum nos dias de hoje é quando o músico está tocando ele faz “caras e bocas”, mas na hora que ele não está na escala fica de braços cruzados ou se não observando se o outros músicos estão errando a nota. Não posso colocar culpa no músico, mas a grande maioria deles não têm discipulado.



Como conciliar a técnica com o espiritual



É simples; ter uma vida de renúncia. Às vezes é preciso renunciar cinema, futebol, abrir mão de tudo. Não há como ter intimidade com Deus sem vida de renúncia. Alguns pensam que custa caro, mas na verdade custa tudo. Desistir de viver para si pra ter mais de Deus, além de sempre ter disciplina com os estudos de música.



Uma mensagem final



A Palavra é sempre a mesma: Oséias 6:3 “Conhecer e prosseguir em conhecer o Senhor “ Deus não tem filhos prediletos, tem filhos íntimos. É preciso abandonar a preguiça na busca da intimidade com Deus. As pessoas querem ter o que você tem, mas não querem pagar o preço que você paga. Elas sempre dizem: “Ora por mim, transfere essa unção na sua vida.” A pessoa quer ser usada com cura e não esta a fim de conhecer a Deus. Todo relacionamento que não evolui está fadado a morte, principalmente com Deus.



Eu sempre tenho falado a mesma coisa: “Não vim aqui para agradar ninguém”. Quero andar na contra mão porque quero deixar um legado. Às vezes as pessoas pensam que o músico não pode ser profético e sair de trás da bateria com a bíblia no meio do show. A visão é que você é só um músico acompanhante, mas a missão de pregar o evangelho é de todos aqueles que aceitaram a Cristo.



Contatos:

www.andremattosoficial.com.br



Instagram: @andremattosbatera



contato: (62) 3541-3877 ( 62 ) 98122-1606 


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